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Vithoulkas G*, Muresanu DF**

*International Academy of Classical Homeopathy, Alonissos, Greece

** “Iuliu Hatieganu” University of Medicine and Pharmacy, Department of Neurosciences, Cluj-Napoca, Romania Correspondence to: George Vithoulkas, Professor of Homeopathic Medicine International Academy of Classical Homeopathy, Alonissos, Northern Sporades, 37005, Greece E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Recebido: 14 de Outubro de 2013 – Aceito: 6 de Janeiro de 2014

 

Resumo

 

Embora a consciência tenha sido examinada extensivamente em seus diferentes aspectos, como na filosofia, psiquiatria, neurofisiologia,neuroplasticidade, etc., a consciência moral é um aspecto igualmente importante da existência humana, que continua como desconhecido em grau elevado, como um elemento quase transcendental da mente humana e a mesma não foi examinada tão completamente quanto a consciência e, em grande parte, continua a ser uma "terra incógnita" em relação à sua neurofisiologia, topografia cerebral, etc. A consciência moral e a consciência fazem parte de um sistema de informação que rege a nossa experiência e o processo da tomada de decisão. A intenção deste artigo será definir esses termos, discutir sobre a consciência a partir do ponto de vista neurológico e da física quântica, a relação entre a dinâmica da consciência e neuroplasticidade e destacar a relação entre a consciência moral, o estresse e a saúde. 

Palavras-chave: consciência, correlação neuronal da consciência, neuroplasticidade, consciência moral, livre arbítrio

 

Artigo original em inglês​: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3956087/

 

Consciência

 

Os significados dos dois termos "consciência moral" e "consciência" muitas vezes são confusos e incompreendidos por muitas pessoas.

 

Este artigo é um esforço para esclarecer esses significados e também para mostrar o papel de uma "consciência limpa" ou uma "consciência pesada" na saúde e na doença.

 

A "consciência" é a função da mente humana que recebe e processa as informações, as cristaliza e depois as armazena ou rejeita com a ajuda dos:

1. Os cinco sentidos

2. A capacidade de raciocínio mental

3. Imaginação e emoção

4. Memória

 

Os cinco sentidos permitem que a mente receba a informação, em seguida, a imaginação e a emoção a processam, a razão a julga e armazena a memória ou a rejeita.

 

As partes exatas do cérebro humano [1] onde essas funções ocorrem foram supostamente definidas pela neurofisiologia [2]. Uma observação importante é que quanto mais informações for capaz de reunir e processar, mais "ciente" e mais "consciente" o indivíduo se tornará sobre o mundo interno e externo [2]. A percepção e a vigília representam os dois principais componentes da consciência. A percepção é definida pelo conteúdo da consciência e a estimulação é definida pelo nível de consciência. Ele abrange a autoconsciência, que percebe o mundo interno de pensamentos, reflexão, imaginação, emoções, o sonhar acordado, bem como a conscientização externa, que percebe o mundo exterior com a ajuda dos cinco sentidos. Do ponto de vista neurológico, a consciência compreende um espectro de estados que vão desde os estados fisiológicos até os estados de comprometimento da consciência, os quais são monitorados por critérios específicos incluídos na Glasgow Coma Scale, mas compreende também os estados modificados ou por auto-treinamento (meditação transcendental) ou por ingestão de drogas.

 

Estudos neuroanatômicos revelaram numerosas estruturas implicadas na consciência, as quais foram muito bem descritas pela notável revisão de De Sousa sobre o conceito multidimensional da consciência [3]. Uma estrutura essencial que medeia a estimulação é o sistema ativador reticular ascendente (SARA), que compreende fibras específicas do neurotransmissor dos núcleos reticulares do tronco encefálico que estão conectados ao córtex através de vias talâmicas e extra-talâmicas e que se projeta para o hipotálamo e o prosencéfalo basal [4,5]. Após o SARA, outras estruturas importantes na consciência são: a amígdala, que modula memória, atenção, emoção e funções cognitivas mais elevadas, bem como o cerebelo, que modula função executiva, cognição e emoção [6]. Tanto o córtex pré-frontal e precuneus parecem estar correlacionados com a autopercepção e a metacognição [7,8]. Além disso, o córtex precuneus e pré-frontal junto com a junção temporoparietal e giro cingulado anterior representam áreas da função cerebral implicadas no "modo padrão" durante o estado de descanso consciente [9]. A conectividade frontoparietal e o tálamo são considerados os correlatos neurais mais importantes da consciência. A conectividade frontoparietal está implicada na manutenção da consciência, na atenção e na seleção comportamental das informações recebidas e armazenadas [10]. O tálamo é a estação de retransmissão final para dados perceptuais antes de atingirem o córtex. Ele também desempenha um papel fundamental na atividade cortical moduladora [11]: o tálamo e o córtex estão conectados de forma recíproca e essa conexão parece ser responsável pelos processos cognitivos superiores. Além disso, o núcleo reticular talâmico (NRT) parece controlar a sincronização tálamo-cortical [12]

 

Uma teoria muito diferente da correlação neural da consciência, a qual assume que a consciência consiste em entidade única e unificada, é a teoria das consciências múltiplas com três níveis hierárquicos: microconsciência, macroconsciência e a consciência unificada [13].

 

Uma das teorias múltiplas da microconsciência considera que a unidade funcional da consciência consiste em uma configuração neuronal triangular, cuja organização não é restringida por limites anatômicos convencionais. Essas organizações variam de tamanho de um momento para o outro, pois a cada momento encontra-se correlacionado com diferentes graus de consciência. A complexidade e dimensão destas composições dependem da sincronicidade de suas sinapses (conhecidas como sinapses de Malsburg), a força do gatilho que inicia sua sincronia transitória, e da disponibilidade de neurotransmissores [3,14].

 

Além das descrições neurológicas da consciência que consideram que a consciência seja gerada a nível neuronal, existe a abordagem da física quântica, governada pela física clássica, que confere uma visão mais dinâmica, mas que também dá origem a várias controvérsias [15]. De acordo com a visão da física quântica, a consciência depende da auto-observação e é continuamente auto-criada por processos inconscientes que estão constantemente vindo à existência através da autoconsciência, como o ato de observar um elétron, concretizado pelo colapso da função onda [16]. Essa imagem da consciência permite a coexistência de "ideias múltiplas e meia-formadas que flutuam abaixo do limiar da percepção ao mesmo tempo" aguardando o processo da auto-observação para acabar com essa sobreposição e concretizar uma ideia única [17]. Tal construção dinâmica implica numa mudança contínua na organização do cérebro. A neuroplasticidade e a consciência estão conectadas bidirecionalmente: com a consciência, por um lado, sendo o resultado da crescente complexidade da conexão de alguma atividade e, por outro lado, reorganizando as conexões cerebrais através das atividades de aprendizagem [18]. O cérebro consciente encontra-se em um estado incessante de aprendizagem, ele aprende como descrever e redescrever a sua própria atividade para si mesmo, desenvolvendo sistemas complexos de metarepresentações [19]. Além disso, o impacto dinâmico da consciência sobre a conexão cerebral continua além da vigília e o sonho também exerce um importante impacto sobre as redes neuronais [3,20].

 

Um outro aspecto importante da neuroplasticidade na consciência é representada pelo estado modificado da consciência durante o processo de atenção plena. Do ponto de vista da neurociência, a prática de focalizar a atenção produz mudanças mensuráveis na atividade do cérebro espontâneo, aumentando as frequências gama [21,22]. Estas mudanças eletromagnéticas são fundamentadas pelos estudos de imagens que demonstraram as mudanças dinâmicas na substância branca, como aumento da mielinização e conectividade [23] e o aumento da espessura cortical [24].

 

Consciência moral

 

Devemos lembrar que os mecanismos da "consciência" são complexos e intrincados, enquanto os funcionamentos da "consciência moral" são muito mais simples. O conceito de "consciência", como comumente usado em seu sentido moral, é a capacidade inerente de todo ser humano saudável perceber o que é certo e errado e, na força dessa percepção, controlar, monitorar, avaliar e executar suas ações [25]. Tais valores como certo ou errado, bom ou mau, justo ou injusto existiram ao longo da história humana, mas eles também são moldados pelos ambientes culturais, políticos e econômicos de um indivíduo 3. Quanto mais o nosso estado de consciência moral interior identificar-se com a percepção mais elevada desses conceitos, como: o bom, correto e justo e quanto maior for o nosso grau de "Consciência moral", menor estresse físico será experimentado ao sentirmos que agimos de acordo com esses conceitos 4. Pode-se dizer que a "consciência moral" 5 é o grau de integridade e honestidade de cada ser humano, pois ela monitora e determina a qualidade de suas ações. Quem age com uma "consciência limpa" tem a vantagem de sentir a paz interior, que é um sentimento que atenua os efeitos fisiológicos adversos experimentados em tempos de estresse. A consciência moral é a "autoridade máxima" e avalia as informações para determinar a qualidade de uma ação: boa ou maligna, justa ou injusta e assim por diante. Consequentemente, a consciência moral é mais elevada do que a consciência e, além disso, ela possui a capacidade e autoridade de decidir como a informação será usada, seja para o bem ou para o mal. No entanto, a consciência moral é geralmente influenciada e modificada em suas decisões pelos instintos naturais dos seres humanos para a "sobrevivência" e "perpetuação". Em outras palavras, a consciência moral determina as nossas decisões finais para as ações após a avaliação de todos os parâmetros acima, em uma fração de segundo [7].

 

A "função sistêmica" do cérebro

 

Todo esse processo (informação -consciência - percepção - consciência moral) deve ser entendido em sua totalidade como um conjunto complexo, contínuo e integrado de funções em todos os seres humanos saudáveis. Se alguma parte dessas funções estiver defeituosa ou deixar de existir, todo o sistema sofrerá ou poderá até mesmo colapsar. Isso demonstra a totalidade, a coerência e a continuidade da estrutura do cérebro humano, e isso significa que, embora possamos teoricamente distinguir entre as funções para fins de pesquisa e compreensão, essas funções, de fato, operam como um todo sistêmico, com uma interdependência absoluta entre as partes supra mencionadas.

 

O livre arbítrio

 

Podemos decidir agir de acordo ou contra a nossa consciência moral a qualquer momento. De fato, essas são as nossas únicas opções. É apenas dentro deste quadro em que a "liberdade de escolha" poderá existir. Isso significa que as decisões e ações que estejam de acordo com os ditames da "consciência moral" do indivíduo poderão levar a uma evolução e aperfeiçoamento dessa consciência, como resultado de uma paz mental interior. Tamanho é o esforço de todas as pessoas verdadeiramente espirituais. Por outro lado, se alguém agir contra a própria consciência moral, isso poderá levar a uma "involução" e um sentimento de ter uma consciência perturbada. Neste caso, o "diretor e juiz geral torna-se menos distinto ou mesmo quiescente; sua voz não poderá ser "ouvida", e isso permitirá que os instintos inferiores ganhem a parte superior do comando para agirem em conformidade. Nesta condição, um processo começa a criar uma "irritação" interna, ou "coceira" interna, que não permite um momento de paz. Por fim, as ansiedades e as fobias se manifestam, e elas são sintomas prodrômicos de um estado de saúde prejudicado. Isso acontece em nossas sociedades contemporâneas, nas quais muitos indivíduos inicialmente saudáveis que se tornaram figuras de destaque, como os políticos, jornalistas, policiais e juízes - aqueles que detêm o poder sobre outros em suas mãos, mas não possuem força moral suficiente - sucumbem à corrupção generalizada do nosso tempo. Em vez de usarem seus poderes para o benefício das pessoas, eles os utilizam apenas para os ganhos pessoais. Este não é o caso de todos, é claro, mas aqueles que se posicionarem contra tal tendência ficarão, finalmente, isolados e impotentes. E se a consciência moral encontrar-se sob a pressão dos instintos básicos e apresentar-se embotada, o ser humano descerá cada vez mais para um estado semelhante ao de um animal e será então forçado a servir exclusivamente os seus próprios instintos inferiores. Neste estado comprometido, as informações que um indivíduo recebe são avaliadas e utilizadas de acordo com o que é comumente chamado de "interesse próprio", um termo que assumiu o status de uma "lei divina" nos tempos de hoje. Se alguma das funções básicas, como a imaginação, a razão ou a memória forem reduzidas ou perdidas devido a alguma doença ou lesão, então o processo da percepção sofrerá, e todo o sistema poderá, por fim, colapsar. Neste caso, a consciência moral poderá não funcionar mais, o que ocorre nos casos da esquizofrenia, da doença de Alzheimer e nos ferimentos cerebrais graves, por exemplo. Isso nos leva à conclusão de que a habilidade funcional geral do cérebro (informação consciência-consciência moral) leva à decisão e às ações. As características desta habilidade são as seguintes: ela possui uma natureza hierárquica (suas variadas funções são de ordem mais elevada ou mais baixa); Apresenta um caráter único devido a sua complexidade infinita; é integrada (se uma parte colapsar, todo o sistema poderá sofrer ou colapsar); e encontra-se continuamente em mudança (a nova informação é constantemente absorvida, afetando e diferenciando os níveis da consciência moral). A capacidade hierárquica do cérebro humano de tomar decisões finais e significativas é responsável pelo comprometimento de uma pessoa na busca por Deus, assim como os monges, adeptos e místicos, ou pela busca da Verdade, como fazem os filósofos e cientistas, ou de enganar os outros, como os criminosos. Desta forma, a consciência moral formula cada nível de experiência, do mais baixo ao mais alto, chegando até ao transcendental e sublime.

 

Essas experiências transcendentais, extramundanas de pessoas espirituais podem ocorrer enquanto a pessoa ainda gozar de boa saúde e, ao mesmo tempo, tempo, conseguir entender e perceber as informações complexas recebidas e, assim, tomar decisões e ações em frações de segundos. Pessoas que conseguiram um alto nível de consciência geralmente possuem um "propósito de vida mais elevado"; elas têm "visões que podem inspirar os outros" e visam sempre ajudar os "outros" ou a humanidade como um todo. É através desse processo que uma nova qualidade de consciência surge finalmente, para sacrificar o interesse próprio pelo bem comum. A experiência mostrou que aqueles indivíduos criados em famílias com atitudes fortemente morais raramente conseguem ignorar os ditames de suas consciências. A consciência moral, por ser a mais nobre função de nossa existência, constitui o fio que nos mantém em contato com a nossa natureza universal ou com a verdade objetiva ou com Deus ou como queira chamá-lo [9]. Consequentemente, a definição do "grau de consciência moral" que qualquer pessoa possua poderá ser determinado como se segue: é o grau em que "participamos" da Verdade objetiva, ou seja, o bem absoluto ou o absolutamente "certo" ou o absolutamente "justo". Realisticamente falando, os humanos não conseguem alcançar o absoluto. É possível apenas que se aproximem ou se afastem do absoluto, dependendo da qualidade de suas consciências morais. Infelizmente, esta aproximação relativa da Verdade poderá mudar dentro da mesma pessoa, às vezes de forma dramática. O grau da consciência moral, ou o quão próxima a consciência moral da pessoa encontra-se da Verdade depende, infelizmente, de dois fatores: a. A avaliação das informações recebidas e b. A necessidade do indivíduo em satisfazer seus instintos humanos.

 

Dizemos "infelizmente" porque é mais fácil para a consciência moral cair para um nível mais baixo, caso a escolha da pessoa seja para o conforto e interesse próprio. No contrário, é muito difícil atingir um nível mais elevado de consciência moral, pois o indivíduo já deverá ter adotado, através de longas lutas pessoais, o conceito de "sacrifício" dos interesses pessoais e conforto para alcançar um nível de consciência moral sempre ascendente.

 

A consciência moral atinge um nível mais elevado somente quando o "bem comum" é colocado acima dos "interesses próprios" [26]. Isso acontece de forma quase determinista. Exemplos de consciências morais elevadas são os adeptos de todos os tempos, com as suas experiências transcendentais, e todos aqueles que conseguiram domar suas paixões e buscaram a Verdade ou todos aqueles que sacrificaram suas vidas pelas sociedades em que viviam. Exemplos de baixa consciência são aqueles que conseguiram enganar, oprimir e aproveitar não apenas de algumas pessoas, mas das sociedades ou nações inteiras para o seu próprio benefício. Esses indivíduos são principalmente os políticos corrompidos cujas ações podem afetar as nações inteiras. Nós, como pessoas comuns, estamos em algum lugar entre estas duas categorias, e lutamos com dentes e unhas para mantermos uma condição um tanto equilibrada e para não calarmos a nossa consciência moral completamente. É uma luta diária, e geralmente perdemos muitas batalhas; consequentemente, a nossa saúde diminui até a morte completar a imagem.

 

Aqui, deve-se notar que a ação que traz a maior catarse e libertação interna é a confissão realizada em uma espécie de situação pública. Os efeitos dos tratamentos psicológicos e psicoterapêuticos são profunda, as pessoas admitiram que se sentiram rejuvenescidas e em um melhor estado de saúde. As decisões das pessoas em cargos de autoridade de todos os tipos dependem desse estado de consciência moral individual, se as suas decisões serão destrutivas ou construtivas, as quais muitas vezes poderão afetar uma nação inteira ou todo o planeta. O embotamento da consciência moral é necessária para aqueles que atuam como autoridades, para que possam encontrar desculpas para promoverem suas medidas destrutivas como necessárias e construtivas. Muitas guerras agressivas, especialmente nos últimos 50 anos, foram executadas em nome dos ideais democráticos, enquanto as vítimas incluíram milhões de pessoas e eles causaram sofrimento em inúmeros outros. Isso mostra o quão insalubre os nossos líderes se tornaram. Um livro impressionante foi escrito pelo Prof. David Owen, "Na doença e no poder. Doenças dos chefes dos Governos nos últimos 100 anos", descreve exatamente essa ideia, assim como o discurso do Prof. J. Toole, "Saúde Neurológica de Líderes Políticos" no 2º Congresso mundial sobre as Controvérsias na Neurologia (Atenas, 2008) [27,28]. Consequentemente, quanto mais os seres humanos dominarem suas paixões distanciando-se dos instintos básicos, quanto mais suas consciências morais evoluírem, atingindo um nível mais elevado, os indivíduos sentirão que estão vivendo em um estado de bem-aventurança. Esta evolução da consciência moral é um esforço sem fim, que continua por toda a vida de uma pessoa e, por isso, na minha opinião, a consciência moral nunca será definida como pertencente a uma certa parte do cérebro ou como um complexo quimicamente complexo, pois o cérebro muda e evolui exatamente por causa desses processos. Sugerimos que esses conceitos possam formular a "matéria-prima" de uma discussão que examinaria se a consciência moral encontra-se dentro do cérebro; se é apenas o resultado de um composto químico ou algo diferente, se reside além da estrutura cerebral, em uma dimensão transcendental; ou se as duas situações são necessárias e verdadeiras.

 

Conclusão

 

1 A consciência também é referida, no contexto de neurofisiologia, como "consciência subjetiva" [1]

2 A noção de consciência ou "vida interior subjetiva" tem sido abordada também a partir do ponto de vista filosófico e religioso, com propostas religiosas que abrangem principalmente as convicções metafísicas e propostas filosóficas, como os modelos teóricos especulativos [2].

3 Certamente, existem diferenças na consciência moral dos esquimós, japoneses, africanos, asiáticos, europeus, norte-americanos, e assim por diante, tamanha são as diferenças em relação ao certo e o errado em relação às situações da vida particular. No entanto, todas as culturas sabem e concordam com alguns conceitos básicos em relação à moralidade.

4 A formação da "consciência moral" ao longo do tempo é a maior característica espiritual dos seres humanos. Ela foi formulada através de um complicado processo de observação, experiência em geral, e em particular, do sofrimento. Este estímulo específico para o desenvolvimento da doença deverá ser um tema principal nos ensinamentos das instituições médicas para que aprendam e compreendam as baseados nessa realidade, seja ela admitida ou não. O mesmo fato deu poder a todas as religiões que possuem em suas práticas o ato da confissão. Após uma confissão honesta e doenças e seus papéis na formação da consciência moral.

5 Na teologia, uma noção relacionada à "consciência moral" é a da sindérese, isto é, o conhecimento habitual dos princípios universais práticos da ação moral. Enquanto a consciência moral é definida como um ditado da razão prática, decidindo que qualquer ação específica esteja correta ou errada, a sindérese é um ditado do mesmo motivo prático que tem por objetivo os primeiros princípios gerais da ação moral [25].

6 No campo da conduta moral, existem várias verdades geralmente aceitas por uma pessoa normal, por exemplo, "não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você", "os pais devem ser honrados ", etc.

7 Exemplos de tais casos são aqueles que possuem famílias famintas e por isso roubam, cometem um ato criminoso para salvarem suas próprias famílias da morte. Isso é diferente daquele que rouba uma propriedade pública para aumentar a própria fortuna. No primeiro caso, porém, a pessoa poderá ser presa e poderá sobreviver à provação sem consequências para a saúde. A segunda pessoa, no entanto, terá que suprimir a sua consciência moral para parar de incomodá-lo e, portanto, terá consequências para a saúde, pois ele teme ser descoberto e sente ansiedade sobre o que fez.

8 Sabe-se que, no nível filosófico, o conceito de livre arbítrio está muito ligado ao conceito de responsabilidade moral.

9 Além disso, é a partir de um nível espiritual religioso ou superior que é possível falar sobre os diferentes tipos de consciência moral: uma consciência boa, uma consciência má ou contaminada, uma consciência fraca, consciência insensível.

10 Robert K. Vischer da Universidade de St. Thomas Escola de Direito em Mineápolis explora a noção legal de sociedade civil como um mercado moral onde as competições das convicções morais e reivindicações da consciência moral são permitidas a operarem sem que seja invocado o trunfo do estado do poder e, permitindo assim, uma vida pública saudável e comprometida [26].

 

Conflito de interesses​ - nada declarado.

 

Referências

 

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O Livro Nobel das Respostas​: Dalai Lama, Mikhail Gorbachev, Shimon Peres e outros vencedores do Prêmio Nobel Respondem algumas Perguntas Mais Intrigantes da Vida Feitas por Crianças

 

Por Bettina Stiekel (Editor), Paul de Angelis (Tradutor), Elisabeth Kaestner (Tradutor), Jimmy Carter (Introdução)

 

Publicado em 30 de Dezembro de 2003 pela Chemical Heritage Foundation. 255 páginas ISBN 0689863101

 

(ISBN13: 9780689863103)

 

POR QUE EU ADOEÇO?

George Vithoulkas Pag. 180-191

A sua questão soa simples, minha querida criança. Mas na verdade, é mais uma pergunta difícil neste livro, difícil até mesmo para os adultos responderem. A resposta mais simples seria dizer que a bactéria ruim, organismo que entra no corpo através do ar ou das aberturas da pele, nos adoece. Tenho certeza de que já ouviu essa resposta dos seus professores, pais ou até mesmo do pediatra. Por sua vez, você poderá ter perguntado: Se for a bactéria, sem exceção, que realmente nos adoece, então por que o meu pai não adoece quando minha mãe tem amigdalite estreptocócica, inflamação causada pela bactéria Streptococcus? Na verdade, não sabemos. Ambos, o seu pai e a sua mãe, dormem na mesma cama e a bactéria poderia mover-se de um para o outro sem problema.

 

Nós, médicos, sabemos apenas disso: as pessoas geralmente ficam doentes quando duas coisas se juntam: um agente externo que induz a doença (bactérias, um vírus, um veneno) na pessoa e uma receptividade interna, que também é chamada de "predisposição". No entanto, muitos médicos que foram formados pela medicina moderna negligenciam o segundo aspecto e concentram-se apenas na transmissão bacteriana da doença. Eles sabem que geralmente os nossos corpos produzem anticorpos, uma espécie de força policial na corrente sanguínea, que combatem os agentes estranhos na floresta. O que eles não sabem é o porquê algumas pessoas que se encontram doentes geralmente não produzem suficientemente esses anticorpos contra as bactérias ou vírus específicos.

 

A crença de que as doenças sejam causadas por bactérias pode ser uma das ilusões mais difundidas dos nossos tempos. Todas as pesquisas se baseiam nessa crença. Cientistas, médicos e executivos sacrificam tempo, esforço e dinheiro na batalha contra as bactérias.

 

Novos medicamentos para matarem as bactérias são procurados, explorados e produzidos. As medicações antibióticas são bons exemplos deste foco. É verdade que o paciente que os toma para um resfriado forte, recupera-se rapidamente da tosse. Mas os antibióticos não combatem apenas a bactéria da tosse. Como efeito colateral, eles também podem enfraquecer a capacidade do sistema imunológico de produzir os seus próprios anticorpos para combater todos os tipos de bactérias, a partir de dentro, de modo que o corpo poderá ser reinfectado mais facilmente . POR QUE EU ADOEÇO? George Vithoulkas

 

Muitos médicos argumentam que as taxas de mortalidade diminuíram significativamente em todo o mundo por causa da medicina moderna. Eles querem dizer que menos pessoas morrem de doenças que eram letais há cerca de cem anos. E isso é verdade. A poliomielite, por exemplo, mata muito menos pessoas nos dias de hoje. Mas se olharmos ao redor, vemos que outras doenças aumentaram tremendamente. A doença de Alzheimer, uma doença que faz com que as pessoas muito velhas esqueçam tudo pouco a pouco, está se espalhando atualmente quase como uma epidemia. Milhões de pessoas sofrem com isso e recentemente as pessoas mais jovens estão cada vez mais afetadas. Não é bom quando seu avô de sessenta e cinco anos não consegue se lembrar das coisas. Mas pior seria se a mesma perda atingisse o seu pai, que é muito mais jovem.

 

As doenças nunca antes conhecidas surgiram nos últimos vinte anos. Talvez tenha ouvido falar de um colega de classe que tenha "DDA", o chamado distúrbio do déficit de atenção, um problema totalmente novo. Essas crianças não são mais capazes de se concentrarem. Elas se sentem sempre inquietas, são ansiosas, não conseguem aprender com facilidade, e às vezes apresentam dificuldade na fala.

 

E assim, embora seja verdade que menos pessoas estão morrendo devido às doenças, também é verdade que surgiram novas síndromes de doenças completamente novas, mais complexas. Os médicos que exercem a antiga ciência chamada homeopatia acreditam que esses dois desenvolvimentos, o uso mais amplo e bem sucedido dos antibióticos e o surgimento de novos tipos de doença, estão intimamente relacionados. Por quê? Porque uma pessoa verdadeiramente saudável poderá viver uma vida longa e plena, sem que adoeça uma única vez. Eu conheci pessoas assim, isoladas nas montanhas do Cáucaso, na Ásia Central, elas vivem no meio da natureza, em regiões ultrapassadas que sofrem pouca ou nenhuma poluição ambiental, longe dos novos venenos artificiais (produtos químicos pulverizados nas culturas para matar os insetos, produtos químicos emitidos por milhões de latas de aerossol, produtos químicos despejados em rios pelas fábricas), que criam novas doenças que não existiam no passado.

 

Hoje, a maioria das pessoas vive em um ambiente sujo. Poluímos a água, o solo, os animais e, consequentemente, através dos peixes, legumes e carne que comemos, nos poluímos. A poluição traz doença. Ficamos doentes porque nossos corpos crescem cada vez mais impuros.

 

Na medicina homeopática, a ideia não é usar medicamentos para matar todas as coisas ruins em nossos corpos, as bactérias e os venenos ambientais. Os médicos homeopatas acreditam que os antibióticos e outros medicamentos produzidos quimicamente apenas suprimem os sintomas da doença, mas eles não são capazes de curar verdadeiramente a causa mais profunda da doença. Em vez disso, os médicos homeopatas pretendem criar condições em todo o organismo humano que tornem impossível a instalação e multiplicação da bactéria. Em outras palavras, tentamos reduzir a receptividade de um paciente às bactérias causadoras de doenças.

 

Foi um médico alemão que explorou pela primeira vez este caminho há cerca de duzentos anos. O nome dele era Samuel Hahnemann e os seus medicamentos eram eficazes para tratar não apenas as doenças como o resfriado comum, mas também problemas não bacterianos, como dor nas costas. Existem mais de mil remédios homeopáticos e todos eles POR QUE EU ADOEÇO? George Vithoulkas são substâncias naturais, como a Pulsatilla, a Belladona, o Natrum muriaticum, o Phosphorus, o Sulphur, o Mercurius. Nas quantidades corretas, eles fortalecem a vitalidade de uma pessoa doente. Os homeopatas, sempre querem curar toda a pessoa, o corpo, a alma e espírito e não apenas aliviar um sintoma.

 

Dessa forma, se você perguntar a um homeopata, como eu: por que as pessoas ficam doentes? Primeiramente eu precisarei explicá-lo como eu vejo a saúde. Aqui está a minha definição homeopática: a saúde é a liberdade total de uma pessoa nos níveis físico, mental e emocional. Por liberdade física, o reino corporal, significa ausência de dor física, um corpo saudável que simplesmente sente-se bem. Nos reinos mental e espiritual, a saúde significa não ser egoísta. Em outras palavras, pensar não só em si mesmo, nos amigos e na própria família, mas também preocupar-se com todos os outros seres humanos. No domínio emocional, a saúde significa liberdade de hábitos ou formas de sermos dependentes de substâncias ou comportamentos não saudáveis, como: fumar, fazer apostas, a necessidade de intimidar as pessoas, obsessão com algo. Quero dizer, qualquer paixão que interfira na capacidade de pensar e agir de forma clara e sóbria.

 

Agora, o que isso tem a ver sobre as causas da doença? Darei um exemplo: o nosso corpo físico adoece assim que consumimos alimento envenenado. Mas as pessoas são alimentadas não apenas pela alimentação material. Elas também precisam de alimentação mental e emocional. As emoções envenenadas como o ódio, o ciúme, o medo e a depressão nos tornam tão doentes quanto os pensamentos venenosos sobre como roubar coisas, prejudicar ou até mesmo matar alguém. Esses tipos de pensamentos deixam as nossas mentes doentes e, por fim, também os nossos corpos.

 

A minha própria vida foi beneficiada pela homeopatia. Fui um filho da guerra, precariamente alimentado e perdi meus pais durante a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial. Eu vendi cigarros em Atenas para ajudar a mim e a minha irmã. A condição da minha estrutura óssea era terrível, um dos discos da coluna vertebral foi danificado. Após a guerra, os médicos quiseram me operar e pelo risco de ficar paralisado pela cirurgia, eu simplesmente fugi. A dor ficou em mim. Mas quando eu tinha vinte e sete anos, encontrei um livro de Hahnemann e aprendi a me curar. E eu o fiz. Quando eu tinha quinze anos, os médicos havia me dado apenas mais alguns anos de vida e hoje eu tenho mais de setenta anos.

 

Mas voltando à pergunta. O estresse emocional pode enfraquecer o corpo e torná-lo vulnerável à doença. Sob o estresse, seja emocional ou físico, o organismo humano torna-se muito mais suscetível aos vírus, bactérias e microrganismos. Aqui está um exemplo: as pessoas que voam frequentemente respiram o ar muito ruim, este é um estresse físico. É por isso que dentro de dois ou três dias após fazer um vôo transatlântico, você poderá apresentar um resfriado forte. O seu corpo diz: "Você me tratou mal, e agora eu estou reagindo!"

 

Às vezes, o meu corpo me diz o mesmo e me castiga com a gripe. Embora eu não tome antibióticos, sei que viajar muito na minha idade é insalubre. Por que ainda faço isso, sabendo quão insalubre é o estresse? Porque, antes de morrer, quero convencer o mundo de todas as possibilidades oferecidas pela homeopatia. Pois eu vi quantas pessoas podem ser curadas pela homeopatia.

 

A medicina moderna é valiosa e necessária, especialmente nos casos de acidentes e doenças graves, como o câncer. Na minha opinião, no entanto, o medicamento moderno não POR QUE EU ADOEÇO? George Vithoulkas tem os meios adequados para regenerar, para realmente curar um corpo doente. Ele cuida dos sintomas da doença, a febre ou a dor de cabeça, por exemplo, sem curar o corpo em um nível muito mais profundo.

 

Na minha opinião, temos que entender os mecanismos das doenças antes que possamos realmente curá-las. Nenhuma doença é simplesmente o que notamos em seus estágios finais. A doença começa muito mais cedo, em reação a algum desequilíbrio no corpo. É um desequilíbrio de energias, de "espírito" que surge ao longo do tempo, em um distúrbio de um órgão ou outro. Se realmente quisermos entender o motivo pelo qual adoecemos, teremos que aprender a entender esses distúrbios de energia em um nível espiritual. Precisamos adquirir uma compreensão de como e o porquê os pensamentos e sentimentos venenosos influenciam o corpo. Os gregos antigos sabiam que essa influência devia ser muito forte, porque já falaram sobre a importância de uma mente saudável em um corpo saudável.

 

Se vivêssemos numa sociedade ideal, provavelmente seríamos mais saudáveis e mais felizes. Se quisermos saúde para nós mesmos, devemos criar também uma sociedade saudável, na qual nos preocupemos tanto com os outros quanto com nós mesmos. Em vez disso, lutamos com as guerras, discutimos e competimos um com o outro. Não poderemos ficar saudáveis enquanto não conseguirmos parar com nossa agressão interior e nossas atitudes negativas em relação aos outros seres humanos, pois não nos comportamos como se fôssemos todos filhos do mesmo grande criador.

 

A cura homeopática começa aqui, nesta fonte de doença. Mas o nosso entendimento não cresceu tanto quanto a nossa capacidade de curar.

 

Eu não sei se em algum momento eu serei inteligente o suficiente para encontrar a resposta definitiva à sua pergunta, mas tenho a intenção verdadeira de tentar, em um livro meu.

 


 

George Vithoulkas​ nasceu em 25 de julho de 1932. Ele recebeu o Prêmio Right Livelihood, também conhecido como o Prêmio Nobel Alternativo​, em 1996 pelo sucesso em divulgar o conhecimento da homeopatia. O Right Livelihood Award foi fundado em 1980 por Jacob von Uexkull, a fim de homenagear grupos de pessoas e indivíduos em todo o mundo que realizaram um excelente trabalho "em nome do nosso planeta e do nosso povo". Para compensar o Prêmio Nobel oficial, que von Uexkull viu como "orientado para o estabelecimento político e científico do mundo ocidental", o Prêmio Nobel alternativo existe para fortalecer as forças sociais positivas que seus representantes representam. Em uma cerimônia anual em Estocolmo no Parlamento sueco, a apresentação do prêmio ocorre em dezembro, geralmente no dia anterior à cerimônia do Prêmio Nobel.

Vithoulkas usou seu prêmio em dinheiro para estabelecer uma Academia na ilha grega de Alonnisos, que também oferece programas educacionais para médicos modernos de todo o mundo. Título original: The Nobel Book of Answers: The Dalai Lama, Mikhail Gorbachev, Shimon Peres, and Other Nobel Prize Winners Answer Some of Life's Most Intriguing Questions for Young People

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Discurso no Conselho da Europa

PENSAMENTOS RELATIVOS A OUTROS MÉTODOS DE TRATAMENTO ALÉM DO CONVENCIONAL

Discurso no Conselho da Europa, em Chipre, no grupo de medicina alternativa sobre a Medicina Alternativa

Professor George Vithoulkas

1. As palavras métodos alternativos, complementares e paramédicos de cura deveriam ser aplicadas para indicar diferentes grupos de metodologias terapêuticas.

2. Como métodos alternativos, deveriam ser definidos apenas a Homeopatia e a Acupuntura, as quais podem assumir a responsabilidade no tratamento de doenças agudas ou crônicas por profissionais experientes e médicos bem formados - de forma constante e responsável.

Tais metodologias deveriam se manter por si mesmas porque, se forem prescritas juntamente com drogas químicas, elas perderão a maior parte do seu poder de cura ou se tornarão obsoletas ou até confundirão a sintomatologia.

Estes dois métodos não podem ser misturados com outros ao mesmo tempo, ao esperarmos o maior benefício para o paciente.

Nenhuma das outras metodologias terapêuticas deveriam ser excluídas, mas utilizadas se o médico-profissional sentir que seu tratamento não produz os resultados desejáveis.

2. Como métodos complementares podem ser definidas a fitoterapia, a medicina naturopática, fisioterapia, medicina antroposófica, osteopatia, quiropráticos e sistemas gerais que, por si só, afirmam que representam um sistema completo de saúde - serviços em um sistema de cuidados da saúde a longo prazo.

Por outro lado, esses métodos são geralmente aplicados em conjunto ou paralelos à maneira ortodoxa de tratamento.

3. Pelo termo paramédico pode-se definir todas as terapias que não utilizam substâncias medicinais e, por outro lado, não podem reivindicar o tratamento de doenças, como ioga, massagem, meditação, musicoterapia, aromaterapia etc.

4. O medicamento alternativo ou complementar não deveria se tornar direito exclusivo dos médicos. Se assim for, os médicos terão o monopólio que os proporcionarão um poder além do controle de qualquer outro grupo ou governo político. Somente um médico não poderia aprender todas elas, limitado pelo tempo que cada uma dessas metodologias exige para ser dominada.

Nesse caso, a exploração dos pacientes seria facilmente possível e, por outro lado, o extermínio de tais práticas tradicionais também poderia ser facilmente alcançado pela manipulação de médicos através das indústrias farmacêuticas.

Portanto, os métodos alternativos, complementares e paramédicos deveriam ser praticados por médicos e profissionais de saúde licenciados.

Mas ressaltar a importância da educação de ambos os grupos é necessário para alcançar a melhor situação possível em relação aos serviços de saúde para as pessoas.

5. A partir do exposto acima, é óbvio que as formações dos diferentes grupos de médicos e profissionais deveriam ter diferentes prioridades e diferentes objetivos.

Para o grupo profissional de Homeopatia e Acupuntura, especialmente por estarem sustentados em seus próprios direitos, é necessário que uma educação em assuntos médicos seja necessária para assumir a responsabilidade de tratar casos agudos ou crônicos com tais metodologias. No momento, tais abordagens não são suficientes nas diferentes escolas existentes.

Por outro lado, os médicos precisam de uma melhor formação em assuntos da acupuntura ou da homeopatia.

Neste momento, o melhor conhecimento sobre métodos alternativos de cura não é propriedade de instituições-faculdades oficiais, mas reside principalmente em indivíduos. Esses indivíduos geralmente não são médicos, embora alguns deles sejam bastante competentes. Tais indivíduos deveriam ser procurados e utilizados como núcleos para a formação de instituições oficiais e formais de educação a nível universitário.

4. As prioridades na educação deveriam ser estabelecidas para a padronização de todas essas metodologias.

Métodos alternativos, como a homeopatia e a acupuntura, deveriam receber a maior prioridade na educação e na promoção pelos governos.

Dessa forma, não penso que os métodos complementares nos padrões dos métodos paramédicos sejam necessários no momento.

5. Ao mesmo tempo em que as instituições educacionais se formarão, a pesquisa deverá ser iniciada sobre os diferentes métodos que afirmam ser alternativas para descobrir seus limites precisos, bem como seus lados mais fortes.

O Parlamento Europeu não deverá colocar todos esses métodos na mesma cesta com a mesma prioridade e gastar tempo, dinheiro e energia para todos eles.

Declarações gerais

A. A homeopatia é um sistema médico completo que não pode ser comparado com nenhum outro, exceto talvez a acupuntura, mas mesmo assim a acupuntura tem um segundo lugar na eficácia.

B. É o método terapêutico mais barato que pode ter resultados curativos permanentes.

Um bom tratamento homeopático pode curar doenças agudas ou crônicas, de modo que o indivíduo não precisa tomar medicações constantemente, nem homeopáticos e nem alopáticos e, portanto, o custo é minimizado.

C. Existem alguns estudos econômicos que mostram que os governos podem economizar uma grande soma de dinheiro. Mas mais pesquisas sobre este aspecto poderão ser desenvolvidas sob a direção e financiamento do Parlamento Europeu.

D. O tratamento homeopático está ganhando cada vez mais aceitação do público na comunidade europeia e em alguns países a porcentagem da população que encontra acesso e alívio nesse método terapêutico é mais de dez por cento, apenas para a homeopatia. Além disso, mais e mais médicos convencionais estão implementando esse método como uma alternativa.

E. Se milhares de médicos estão se voltando para a homeopatia hoje e milhões de pacientes estão entrando em tais métodos neste momento, então é necessário implementar uma ordem dos governos para prevenir uma situação caótica futura com efeitos confusos e desastrosos sobre a população.

A Academia Internacional de Homeopatia Clássica em Alonissos, ficará contente de fornecer ao grupo toda informação referente à educação na homeopatia clássica para Médicos ou profissionais da saúde, bem como oferecer conselhos práticos sobre como esses programas poderiam começar.

Título original:

THOUGHTS CONCERNING OTHER METHODS OF TREATMENT THAN THE CONVENTIONAL

Disponível em:

https://www.vithoulkas.com/writings/speeches/council-europe-speech

 

 

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Uma proposta inovadora para as revistas médicas alternativas científicas

G Vithoulkas*

Os homeopatas contemporâneos de todo o mundo são testemunhas de uma das coisas mais estranhas que já ocorreram em nossa complexa sociedade científica moderna, ou seja, que nossas revistas homeopáticas mais prestigiadas com um "fator de impacto", raramente, se alguma vez, publicaram estudos sobre casos tratados e curado com a homeopatia. Porque isso é assim? [1]

Vamos examinar essa questão. É um fato bem conhecido na comunidade internacional de homeopatia que, todos os dias, há literalmente milhares de pacientes crônicos tratados com sucesso em todo o mundo através da intervenção de remédios homeopáticos. Todos os homeopatas observaram as ocasionais "curas milagrosas" que ocorrem em sua própria prática e na de seus colegas. No entanto, apesar dessas notáveis "curas", é muito estranho que quase nenhum desses casos evidentes apareça em nossas revistas de homeopatia.

Homeopatas e pacientes sabem que milhões de tratamentos bem-sucedidos ocorrem o tempo todo e em todo o mundo. No entanto, parece que os editores de revistas importantes estão alegremente inconscientes deste fato. O protocolo de triagem deles é tão eficiente que os estudos de caso são incapazes de passar até mesmo pelo mais despreocupado dos revisores. Esses revisores "mestres" geralmente são grosseiramente desinformados sobre a homeopatia verdadeira,suas regras e seus princípios. A maioria deles não são prescritores e nem professores de homeopatia! Esses "auto-designados" decanos da homeopatia protegem os pilares das "evidências científicas" com tanto entusiasmo que nenhuma evidência tem permissão para se tornar um conhecimento público.

No entanto, há evidências irrefutáveis de que este planeta é uma verdadeira cornucópia de casos homeopáticos tratados com sucesso. A infinidade de sucessos pode ser evidenciada pelo fato de que a homeopatia é praticada de forma eficaz nos países superpovoados, como a Índia, Paquistão, Brasil e outros países sul-americanos. Contra evidências tão esmagadoras, é verdadeiramente notável que esses chamados "guardiões científicos" da nossa ciência conseguem empregar as desculpas mais absurdas para não publicarem estudos sobre os casos curados. No entanto, a única evidência que a homeopatia pode apresentar ao mundo científico neste momento são esses milhares de casos curados. É uma perda de tempo, dinheiro e energia tentar demonstrar a eficácia da homeopatia através de ensaios duplo-cego.

Por causa dessa negligência, a comunidade internacional "científica", que não tem percepção direta e nem experiência pessoal dos efeitos benéficos da homeopatia, é forçada a repetir o mesmo antigo mantra: "Onde está a evidência? Mostre-nos as evidências!" Devido a essas omissões graves feitas pelos revisores das revistas de homeopatia "científicas", os sucessos da homeopatia permaneceram ocultos nos consultórios de homeopatas trabalhadores - e, portanto, são amplamente ignorados pelas autoridades médicas do mundo, pelos governos e por toda a comunidade científica internacional.

Devido a essas táticas, o gênio do sistema homeopático da medicina continua a ser ignorado em geral, com o efeito colateral de que milhões de pessoas doentes, inconscientes de sua existência, continuam a sofrer desnecessariamente. Deve ser acrescentado aqui que a homeopatia, por ser um sistema individualizado da medicina, só pode apresentar resultados em casos individuais. A homeopatia diz respeito à individualização e não à generalização. Esta modalidade de tratamento não pode produzir um remédio que curará câncer, asma, esclerose múltipla, colite ulcerativa ou qualquer outra doença crônica, mas possui o potencial de curar muitos desses casos, se tratados corretamente com os remédios indicados individualmente para os pacientes. Portanto, perguntas simples que geralmente são feitas pelos "ignorantes" como, por exemplo: "A homeopatia pode curar câncer, esclerose múltipla, colite ulcerativa, etc.?" são inválidas e não podem obter uma resposta direta porque a realidade é que muitos desses casos poderão ser significativamente melhorados e um número desses casos poderá ser curado.

Se eles se recusarem a publicar provas cruciais de casos homeopáticos bem manejados nas revistas científicas de homeopatia, onde na Terra poderão ser apresentadas essas provas palpáveis de modo que todos os interessados possam ser conscientizados e julgarem por si mesmos, os méritos desta importante modalidade terapêutica?

Suponho que existam três razões possíveis para esta situação infeliz:

a. Ou existe um esforço organizado para impedir a evidência crucial vir à tona, uma teoria que eu pessoalmente não acredito, uma vez que não há evidências disso

b. As revistas científicas de "homeopatia" são relutantes em apresentar casos curados por temerem críticas, ou

c. O pensamento dos revisores é tão inexplicavelmente complexo e complicado que eles se encontram rejeitando um caso de sucesso, mesmo quando a evidência está fora de qualquer dúvida.

Outro ponto perturbador é que algumas revistas de homeopatia afirmam categoricamente que não aceitarão estudos de casos curados!

Eu proporia outra estratégia. Se essas revistas optarem por convidar médicos homeopatas para relatarem seus casos curados e seus fracassos também, um enorme corpo de evidências importantes poderia ser acumulado sobre o que a homeopatia é capaz ou não de fazer.

A homeopatia é um sistema dinâmico de medicina que possui o potencial para crescimento significativo e ajuda a lidar com muitos dos problemas de saúde globais que existem hoje. No entanto, ainda precisamos solucionar muitas preocupações e discutir muitas questões não respondidas.

Por que, por exemplo, em um caso de artrite reumatoide, um paciente é curado com um ou dois remédios em um período de alguns meses, enquanto outro precisa de quatro ou mais remédios em um período de vários anos, mesmo sob prescrição cuidadosa? Quais são os parâmetros que definem uma ou outra resposta?

Por que, em um caso, a repetição diária de uma potência elevada é uma falsa tática com um resultado negativo, enquanto em outro caso é necessário e associado a resultados positivos?

Por que as potências baixas funcionam melhor em um caso, enquanto as potências altas são melhores para outro paciente, mesmo quando eles apresentam a mesma patologia?

Por que, em certos casos, temos uma forte agravação inicial, enquanto em outros, o efeito é suave e sem agravação?

O retorno de sintomas antigos é um bom presságio para uma cura duradoura?

Entendemos o que realmente ocorre com esse tipo de desenvolvimento em um caso? Os sintomas antigos devem ser tratados ou deixados para se resolverem sozinhos? Quando devemos esperar o retorno de sintomas antigos? Isso ocorre em todos os casos?

Quais são os parâmetros que mostram que um remédio atua como um agente paliativo e não como um agente curativo? Quais são os sinais de que um remédio atuou de forma profunda e curativa, ao contrário de atuar apenas perturbando o organismo? [2,3]

Posso mencionar centenas de perguntas, mas as respostas não são o trabalho de um único indivíduo, mas de um grupo internacional de bons prescritores. Tal empreendimento poderia ser realizado por uma revista de prestígio que tenha os meios financeiros e científicos para executar essa tarefa.

Uma revista poderia convidar um número selecionado de bons prescritores de todo o mundo como um começo para este projeto e deixá-los contribuir com suas experiências e resultados honestos, bem como suas falhas. As possibilidades e limitações logo serão reveladas.

Desta forma, a homeopatia se tornará interessante e viva, e os leitores aumentarão de forma espetacular.

Por exemplo, devido aos avanços tecnológicos, agora é possível coletar centenas de casos de gangrena de todo o mundo: casos seriamente desenvolvidos nos quais as amputações foram consideradas necessárias e mostrar ao mundo que agora essas pessoas podem caminhar sobre as duas pernas novamente. O mesmo é possível com vitiligo, no qual o efeito é óbvio. [4,5]

O fato é que será percebido em todos esses casos, que eles foram tratados com remédios diferentes e que um ensaio duplo-cego, portanto, não é aplicável, ou mesmo quando aplicado, seria necessário uma série de compromissos em diferentes níveis.

Eu, pessoalmente, tenho evidência em um vídeo de 1990, diante de trezentos médicos em Celle, na Alemanha, onde eu apresentava um seminário, tratei um caso de uma mulher de 72 anos com gangrena avançada (diabética) que havia entrado no hospital das proximidades para amputações das duas pernas ao nível das coxas. Em três dias, e enquanto o seminário estava em andamento, o fluxo sanguíneo foi restabelecido nas pernas após dois dias de tratamento e a mulher recebeu alta hospitalar após 10 dias, com ambas as pernas intactas. [6]

Dez anos depois, uma carta de sua filha (médica e que participou do meu curso), confirmou que a idosa viveu pacificamente e caminhava sozinha sobre os dois pés nos dez anos seguintes. Sem a intervenção da homeopatia, essa mulher teria vivido os últimos anos de sua vida em uma cadeira de rodas.

Há literalmente centenas de casos semelhantes a esse, tratados de forma exitosa em países como a Índia e o Paquistão, onde essa patologia prevalece. As evidências podem ser apresentadas através de fotos, vídeos e outras mídias modernas de alta tecnologia.

Por que devemos suprimir essa prova significativa e tangível da eficácia da homeopatia em um momento tão crucial na história da medicina? Quando, mais do que em qualquer outro momento, precisamos esclarecer a confusão que foi criada em questões de saúde?

Ao não publicarmos os casos, escondemos os potenciais de um sistema terapêutico tão impressionante.

A homeopatia não é capaz de curar todas as doenças crônicas, especialmente se a doença já avançou além de um certo ponto em sua patologia. Por outro lado, a homeopatia tem o potencial de tratar com sucesso doenças que a medicina convencional não consegue curar ou, em certos casos, nem sequer paliar. Não é tarefa de uma revista homeopática séria disponibilizar sua plataforma para discutir e explicar essas questões?

Eu admito que um argumento contra aceitação de casos é que é possível que informações falsas ou não confiáveis possam ser fornecidas. Esse risco poderia ser minimizado ao pré-selecionar um grupo bem conhecido de bons prescritores, que poderiam ser convidados a enviarem seus casos, pelo menos na primeira fase de uma mudança tão radical na política das revistas.

Uma plataforma para o envio de estudos de casos poderia ser construída com diretrizes para garantir a confiabilidade.

Outra possibilidade poderia ser uma validação de um pequeno grupo de especialistas locais que poderiam atuar como avaliadores. Esses especialistas podem estar baseados em cada país e associados ao jornal. [7,8] Além disso, esse corpo poderia entrar em contato com os pacientes, até mesmo entrevistá-los em relação aos seus próprios casos. Os pacientes também devem ser educados e encorajados a falar publicamente sobre suas próprias experiências.

Dessa forma, em vez de rejeitarem estudos de caso homeopáticos importantes, em nome de um intelectualismo e conservadorismo seco, as revistas de homeopatia (incluindo revistas alternativas e complementares) poderão se tornar vivas e interessantes: iniciar debates e discussões sobre questões reais da terapêutica na medicina.

Nas revistas antigas de homeopatia, observamos muitos desses casos, e sabemos que, na virada do século 20, a homeopatia era a forma de medicina mais popular, ensinada em mais de cem faculdades homeopáticas nos EUA. [9,10] Eu acredito que a popularidade desse tratamento deveu-se principalmente à publicação de casos curados e às discussões que se seguiram.

A nossa própria "Medicina Baseada em Evidências" reside em um grande número de casos crônicos tratados com a homeopatia, os quais podemos apresenta-los ao mundo, juntamente com a melhoria na qualidade de vida que essas curas oferecem.

Referências 1. Akers KG. New journals for publishing medical case reports. J Med Libr Assoc. 2016 Apr;104(2):146– 149. [PMC free article] [PubMed]

2. Vithoulkas G. Levels of Health. Alonissos: International Academy of Classical Homeopathy; 2017.

3. Vithoulkas G, Tiller W. The science of homeopathy. Athens: International Academy of Classical Homeopathy; 2009.

4. Mahesh S, Mallappa M, Vithoulkas G. Gangrene: Five case studies of gangrene, preventing amputation through Homoeopathic therapy. Indian Journal of Research in Homeopathy. 2015;9(2):114–122.

5. Mahesh S, Mallappa M, Tsintzas D, Vithoulkas G. Homeopathic Treatment of Vitiligo: A Report of Fourteen Cases. American Journal of Case Reprots. Forthcoming 2017.

6. Vithoulkas G. Homeopathy Medicine for the New Millennium. 28th ed. Alonissos: International Academy of Classical Homeopathy; 2015. pp. 78–80.

7. The future of Homeopathic research [Internet] International Academy of Classical Homeopathy | Official website. 2017. [cited 2017 Sep 18]. Available from: https://www.vithoulkas.com/research/articl es/futurehomeopathic-research.

8. Guidelines Concerning Research in Homeopathy [Internet] International Academy of Classical Homeopathy |Official website. 2017. [cited 2017 Sep 18]. Available from: https://www.vithoulkas.com/research/articl es/guidelines-concerning-research- homeopathy.

9. Dewey W. A. Homeopathy in influenza: a chorus of fifty in harmony. J Am Inst Homeopath. 1921;11:1038–1043.

10. Quinton P G. Analysis of 100 consecutive cases. British Homeopathic Journal. 1945;35(1):6–21.

 

 

Os artigos da Journal of Medicine and Life foram fornecidos como cortesia de Carol Davila - University Press

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