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Senhora Presidente, Excelências, Senhoras e Senhores, amigos,

Eu gostaria de agradecer ao Comitê do Prêmio Nobel Alternativo, Right Livelihood Award, por me honrar com uma distinção tão grande. Ao fazê-lo, eles honraram principalmente a Homeopatia clássica em si, bem como todos os meus alunos que trabalharam com tanto entusiasmo e dedicação para a aplicação adequada e ensino deste sistema terapêutico.

Quando comecei a praticar a homeopatia há 36 anos na África do Sul, e depois de ter tratado com êxito - para minha grande surpresa - um grande número de pacientes cronicamente doentes, decidi descobrir onde seria possível receber um treinamento formal em um método terapêutico tão eficaz. Para minha total admiração, frustração e decepção, descobri que este assunto não era ensinado em nenhuma Escola de Medicina europeia ou americana, e apenas os rudimentos eram ensinados na Índia e no México.

Não apenas isso, mas logo aprendi que em todo o mundo ocidental, a homeopatia permaneceu inteiramente à margem, oculta aos olhos do público e assim, a maioria das pessoas que sofrem não tinha conhecimento da sua existência e dos seus possíveis benefícios terapêuticos.

Ao testemunhar os seus efeitos terapêuticos em mais de 150.000 casos nesses 36 anos de prática, senti que o fato que era tão ignorado por nossas sociedades era uma peculiaridade quase inexplicável da natureza, e não uma negligência humana.

A regra principal da homeopatia - "similia similibus curentur", ou "semelhante cura semelhante" - já tinha sido mencionada por Hipócrates: όμοια ομοίοις εισίν ιάματα. Mas foi no início do século XIX que foi organizada como uma metodologia terapêutica pelo médico alemão Christian Samuel Hahnemann. Quando eu ouvi pela primeira vez sobre a homeopatia em 1960, esta importante modalidade terapêutica havia permanecido no mesmo estado que foi deixada por Hahnemann há 150 anos.

Em 1963, eu já havia jurado e prometido a mim mesmo que trabalharia ao máximo com as minhas habilidades para desenvolvê-la ao máximo e devolvê-la ao mundo para manter seu verdadeiro mérito. Eu assumi esta tarefa porque naquela época eu percebi que ninguém estava disposto a fazer o trabalho, muito provavelmente porque ninguém havia percebido o seu real valor em ajudar a humanidade. Desde então, tenho dedicado todo o meu tempo e energia à tarefa de revitalizar a homeopatia clássica, como foi ensinada por Samuel Hahnemann, atualizando-a ao nível de uma ciência e devolvendo-a ao mundo com a prova de que ela funciona. E até hoje, penso que não me afastei e nem hesitei desta tarefa.

Depois de alguns anos de prática e com a experiência de tratar milhares de casos, comecei a investigar e pesquisar todos esses casos, todas essas tragédias médicas humanas, que chegaram à minha atenção em busca de ajuda e eu tentei dar respostas a muitas perguntas desconcertantes. Desde então, tenho escrito vários livros que esclareceram muitas questões que permaneceram sem solução na homeopatia e responderam a muitas dessas questões.

Esta incansável pesquisa e investigação me conduziu à estruturação de um novo modelo teórico que proporciona uma direção e uma dimensão completamente novas ao pensamento médico. Acredito que pela primeira vez, as regras foram determinadas para uma medicina "energética", a força sutil que está por trás de todos os fenômenos médicos nos organismos vivos.

Estipulei as leis e princípios que governam a Saúde e a Doença, que regem qualquer sistema terapêutico na verdade, para que o terapeuta possa saber se sob um tratamento específico o paciente está melhorando ou se está de fato degenerando.

 

De acordo com esse modelo, o mundo e a medicina convencional em particular, em termos terapêuticos, tem se movido na direção errada. Eu entendo que soa estranho - mesmo arbitrário, pretensioso ou superficial - que uma crítica tão forte sobre a terapêutica convencional venha de alguém que não tenha recebido uma formação médica convencional. No entanto, os fatos são mais fortes do que os preconceitos, e quando as questões são tão importantes e urgentes, talvez as autoridades médicas terão de ouvir alguém que tenha experiência no tratamento de mais de cem mil casos, casos que não foram apenas abandonados pela medicina convencional mas que foram muitas vezes resultantes disso. Afirmo que as doenças da raça humana nunca foram abordadas adequadamente pela medicina convencional. Pelo contrário, elas foram tratadas de forma errada - supressivamente - e, portanto, enquanto os sintomas foram mascarados, a verdadeira desordem existente ali abaixo progrediu e finalmente foi empurrada para o interior do organismo, para o sistema nervoso central e periférico.

Deixe-me apresentar apenas alguns fatos para que possam fazer seus próprios julgamentos.

A esclerose múltipla, é uma doença que finalmente deixa suas vítimas totalmente paralisadas e com a qual milhares de pessoas sofrem no mundo ocidental. No entanto, é inteiramente desconhecida pelos africanos, asiáticos ou sul-americanos, que não tiveram o "benefício" da excelência da medicina ocidental. A esclerose lateral amiotrófica, um distúrbio terrível do sistema neuromuscular, é desconhecida também a todas essas pessoas.

A miopatia e a distrofia muscular são a mesma coisa, conhecidas apenas pelos ocidentais. A epilepsia, que é desenfreada no mundo ocidental, é raramente encontrada nesses países.

A neurose de ansiedade, a neurose compulsiva e os transtornos mentais de natureza grave em geral, dos quais milhões de pacientes sofrem no mundo ocidental, são quase desconhecidos nesses grupos que não tiveram o "benefício" da medicina moderna e das vacinas. A coreia e uma série de outras doenças do sistema nervoso também são desconhecidas para eles.

O modelo sugere que todas essas doenças crônicas, incluindo a febre do feno, a asma, o câncer e a AIDS, são os resultados de uma intervenção errada sobre os organismos pela medicina convencional. Ele afirma que o sistema imunológico da população ocidental, através do uso de drogas químicas fortes e vacinações repetidas, foi arruinado e assim, finalmente admitiu as doenças cada vez mais profundamente no organismo humano, no sistema nervoso central e periférico.

Em suma, este modelo afirma que a medicina convencional, em vez de curar doenças, é na verdade a causa da degeneração da raça humana. É também muito simples para qualquer um pensar que se a medicina convencional estivesse realmente curando as doenças crônicas, hoje teríamos uma população no ocidente que seria saudável, mental, emocional e fisicamente.

Devido a este modelo, eu já havia previsto em 1970 o aparecimento da AIDS, dizendo a um grupo de médicos em Atenas que se a medicina convencional continuasse a usar antibióticos da mesma forma, chegaria um momento em que o sistema imunológico seria arruinado e novas doenças incuráveis surgiriam. Foi uma previsão infeliz, mas precisa e oportuna do aparecimento da AIDS.

Hoje, eu quero fazer outra previsão: Se a medicina convencional não tomar conhecimento do que dizemos e mudar drasticamente as suas práticas e sua lógica no tratamento com drogas químicas e se isso não mudar também a direção da sua pesquisa, em breve as doenças irão para o centro do organismo, que é o sistema nervoso central e a maioria da população na Terra será de indivíduos mentalmente doentes.

Não espero que este modelo teórico seja compreendido ou apreciado em breve pelas autoridades médicas, mas penso que de agora em diante não existe desculpa para ignorar os chamados efeitos colaterais que as terapias convencionais infligiram e ainda estão infligindo à raça humana.

A explicação completa do que estou afirmando aqui foi publicada em uma tese minha com o título de "Novo Modelo para a Saúde e Doença" ou em "Uma Nova Dimensão na Medicina".

Estou muito contente e profundamente grato ao Prêmio Nobel Alternativo, Right Livelihood Award pelo fato de ter me dado a oportunidade de expressar minha palavra de advertência ao mundo e ficaria muito feliz se, devido a essa advertência, o sofrimento dos seres humanos fosse consideravelmente diminuído.

Gostaria agora de apresentar alguns dos marcos do meu trabalho.

No momento, estou escrevendo uma farmacologia homeopática, a Matéria Médica como é chamada, da qual eu completei oito volumes. Há mais oito volumes em preparo.

Durante os últimos 30 anos, tenho lecionado homeopatia clássica para médicos e profissionais de saúde e converti milhares de médicos e profissionais da saúde para a homeopatia clássica Hahnemanniana, principalmente da Europa e dos Estados Unidos.

Ajudei e incentivei meus alunos a estabelecerem vários centros de ensino da homeopatia clássica em todo o mundo, a fim de ensinar outros profissionais interessados.

Em cooperação com a Universidade Namur da Bélgica, desenvolvi um sistema informatizado especializado que imita o meu raciocínio na análise de casos difíceis. Este sistema de computador está ajudando os profissionais homeopatas nas resoluções de casos difíceis e complicados.

Eu presenciei a materialização de uma visão de longa data em 1995, quando eu estabeleci a Academia Internacional de Homeopatia Clássica na ilha de Alonissos, no Mar Egeu. Nesta instituição, eu pretendo ensinar de A à Z, todo o material que ensinei nos últimos 20 anos em diferentes cursos em todo o mundo. Já comecei a lecionar para um grupo internacional, um grupo de médicos russos, bem como um grupo de médicos italianos.

É uma experiência verdadeiramente satisfatória para mim ao ver que 2.500 anos depois de Hipócrates, os médicos estão voltando para uma ilha grega para aprenderem o que eu estou convencido de ser hoje a forma mais avançada de terapia.

Gostaria de apresenta-los agora alguns acontecimentos pessoais.

Nasci em Atenas em 1932. Durante a Segunda Guerra Mundial, perdi oito membros da minha família, incluindo os meus pais. Eu tive que trabalhar duro a partir dos 11 anos, em primeiro lugar, a fim de sobreviver e, em segundo, a fim de estudar.

Desde então, parece que aprendi a pensar por mim mesmo e a resolver problemas sem pedir ajuda aos outros. De qualquer modo, durante aqueles anos difíceis de guerra, ninguém podia dar-se ao luxo de oferecer ajuda. Um outro evento na minha vida que marcou o meu desenvolvimento posterior foi que, como resultado da desnutrição sofrida na terrível fome durante a guerra de Atenas, eu desenvolvi uma grave condição na coluna aos dezesseis anos.

Eu vivi com dor por 12 anos, me recusando a receber o tratamento ortodoxo que foi proposto em 1948, como os médicos me disseram que havia uma forte possibilidade de paralisia se a cirurgia fosse realizada. Eu vivi nessa condição, ainda trabalhando duro para me sustentar e os meus estudos, bem como para sustentar a minha irmã, até que eu entrei em contato com a homeopatia em 1960.

A minha primeira leitura de um livro sobre homeopatia foi uma revelação. Estudei tudo o que estava disponível. Participei várias faculdades homeopáticas, mas fiquei totalmente desapontado com os baixos padrões de ensino. Eu senti que a homeopatia merecia um melhor tipo de ensino, uma melhor maneira de apresentação, mas sobretudo melhores resultados do que aqueles que os profissionais da época foram capazes de apresentar. Para fazer isso, senti que precisava resolver para mim as mil perguntas que me afligiam em relação à homeopatia e sua apresentação ao mundo como uma modalidade terapêutica séria.

Eu aprendi muito ao olhar para o sofrimento humano em todas essas dezenas de milhares de casos, e posso dizer que por complacência experimentei a dor em todas as suas manifestações e em todos os seus níveis através dos meus pacientes. Eu sentia quando os examinava o que significa sofrer mentalmente, emocionalmente, bem como fisicamente. O desejo de ajudar e a ideia de que isso poderia ser feito através da homeopatia inspirou meus esforços durante esses primeiros dias e me deu alguma esperança em minhas noites de agonia.

Aprendi com tais experiências dolorosas que a verdadeira saúde é uma "possessão" primária e básica que na verdade muito poucas pessoas possuíam no mundo ocidental. Cheguei à conclusão de que a saúde poderia ser melhor definida pela palavra liberdade: liberdade da dor no nível físico, ao ter um sentimento de bem-estar; Liberdade de paixão no nível emocional, ao ter um sentimento de serenidade dinâmica e calma; Liberdade do egoísmo no nível mental-espiritual, ao indivíduo ter uma conexão com a Verdade ou com Deus.

Eu vi como em quantas pessoas não só faltavam um estado de saúde tão perfeito, mas muitas vezes elas viviam com medo, agonia, pânico, depressão, confusão mental ou aberração mental. Todas elas tiveram que tomar drogas químicas, com intuito de serem um pouco funcionais.

Contudo, sinto o desespero da pessoa cujos gritos caem em ouvidos surdos. A medicina convencional resiste fortemente à informação que vem de nós, nem sequer quer ouvir a respeito, nem sequer quer começar um diálogo e lucrar com isso. Temos o exemplo recente da reação negativa da Associação Médica Sueca ao meu prêmio.

No entanto, se percebermos a total insignificância e brevidade de nossas vidas neste planeta e, por outro lado, a eternidade do cosmos e sua evolução eterna, as controvérsias e os confrontos que brotam de interesses egoístas e da ganância pessoal ou das inseguranças não têm lugar algum em nossos esforços para ajudarmos a humanidade enferma.

Como a maior resistência à homeopatia, que é a maneira mais barata de curar doenças, vem da indústria farmacêutica, proponho que as empresas farmacêuticas pelo direito internacional não deverão ser autorizadas a ganharem lucros com suas vendas. Só assim, penso eu, poderá existir uma esperança de mudança.

Se as autoridades médicas do mundo ainda optarem pelo desprezo das benéficas descobertas de Hahnemann, não só perderão uma tremenda oportunidade de introduzirem um sistema de saúde que poderia promover uma saúde melhor e, portanto, uma vida mais harmoniosa e mais pacífica no planeta, mas também serão acusados por sucessivas gerações de negligência criminosa e vista curta.

Eu acredito que a humanidade tem uma batalha árdua para alcançar a saúde verdadeira e eu honestamente acredito que a partir da experiência duramente ganha, que a homeopatia pode oferecer alguma solução para este problema.

Eu sinto que me esgotei totalmente nesses 36 anos de firmes esforços para provar a validade de um maravilhoso sistema terapêutico e eu estava pronto para desistir da luta desigual. Mas se este prêmio faz diferença para os ouvidos até agora surdos das autoridades médicas, então eu poderia dizer, como Hahnemann, <em>non inutilis vixi</em>, que eu não vivi em vão.

Fonte: http://www.vithoulkas.com/acceptance-speech-right-livelihood-award-swedish-parliament

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Comentários   

0 #1 Sheila Leal 15-02-2017 10:55
One thought on “Prof. George Vithoulkas – Discurso de Aceitação do Prêmio Nobel Alternativo, Right Livelihood Award (Parlamento Sueco)”
Parabéns Prof. George Viltholcas amei seu discurso encorajador a varios profisso na isso é pessoas no mundo que colocam a verdade e o amor ao próximo acima de seus interesses egoísticos lucros ambições pessoais. Pessoas como vc nos dão força para ainda acreditar que vale a pena seguir lutando por um dia melhor aos que sofrem e a humanidade porque nós merecemos. Sou enfermeira tenho 53 anos atuo área materno infantil e saúde coletiva.
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