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Uma proposta inovadora para as revistas médicas alternativas científicas

G Vithoulkas*

Os homeopatas contemporâneos de todo o mundo são testemunhas de uma das coisas mais estranhas que já ocorreram em nossa complexa sociedade científica moderna, ou seja, que nossas revistas homeopáticas mais prestigiadas com um "fator de impacto", raramente, se alguma vez, publicaram estudos sobre casos tratados e curado com a homeopatia. Porque isso é assim? [1]

Vamos examinar essa questão. É um fato bem conhecido na comunidade internacional de homeopatia que, todos os dias, há literalmente milhares de pacientes crônicos tratados com sucesso em todo o mundo através da intervenção de remédios homeopáticos. Todos os homeopatas observaram as ocasionais "curas milagrosas" que ocorrem em sua própria prática e na de seus colegas. No entanto, apesar dessas notáveis "curas", é muito estranho que quase nenhum desses casos evidentes apareça em nossas revistas de homeopatia.

Homeopatas e pacientes sabem que milhões de tratamentos bem-sucedidos ocorrem o tempo todo e em todo o mundo. No entanto, parece que os editores de revistas importantes estão alegremente inconscientes deste fato. O protocolo de triagem deles é tão eficiente que os estudos de caso são incapazes de passar até mesmo pelo mais despreocupado dos revisores. Esses revisores "mestres" geralmente são grosseiramente desinformados sobre a homeopatia verdadeira,suas regras e seus princípios. A maioria deles não são prescritores e nem professores de homeopatia! Esses "auto-designados" decanos da homeopatia protegem os pilares das "evidências científicas" com tanto entusiasmo que nenhuma evidência tem permissão para se tornar um conhecimento público.

No entanto, há evidências irrefutáveis de que este planeta é uma verdadeira cornucópia de casos homeopáticos tratados com sucesso. A infinidade de sucessos pode ser evidenciada pelo fato de que a homeopatia é praticada de forma eficaz nos países superpovoados, como a Índia, Paquistão, Brasil e outros países sul-americanos. Contra evidências tão esmagadoras, é verdadeiramente notável que esses chamados "guardiões científicos" da nossa ciência conseguem empregar as desculpas mais absurdas para não publicarem estudos sobre os casos curados. No entanto, a única evidência que a homeopatia pode apresentar ao mundo científico neste momento são esses milhares de casos curados. É uma perda de tempo, dinheiro e energia tentar demonstrar a eficácia da homeopatia através de ensaios duplo-cego.

Por causa dessa negligência, a comunidade internacional "científica", que não tem percepção direta e nem experiência pessoal dos efeitos benéficos da homeopatia, é forçada a repetir o mesmo antigo mantra: "Onde está a evidência? Mostre-nos as evidências!" Devido a essas omissões graves feitas pelos revisores das revistas de homeopatia "científicas", os sucessos da homeopatia permaneceram ocultos nos consultórios de homeopatas trabalhadores - e, portanto, são amplamente ignorados pelas autoridades médicas do mundo, pelos governos e por toda a comunidade científica internacional.

Devido a essas táticas, o gênio do sistema homeopático da medicina continua a ser ignorado em geral, com o efeito colateral de que milhões de pessoas doentes, inconscientes de sua existência, continuam a sofrer desnecessariamente. Deve ser acrescentado aqui que a homeopatia, por ser um sistema individualizado da medicina, só pode apresentar resultados em casos individuais. A homeopatia diz respeito à individualização e não à generalização. Esta modalidade de tratamento não pode produzir um remédio que curará câncer, asma, esclerose múltipla, colite ulcerativa ou qualquer outra doença crônica, mas possui o potencial de curar muitos desses casos, se tratados corretamente com os remédios indicados individualmente para os pacientes. Portanto, perguntas simples que geralmente são feitas pelos "ignorantes" como, por exemplo: "A homeopatia pode curar câncer, esclerose múltipla, colite ulcerativa, etc.?" são inválidas e não podem obter uma resposta direta porque a realidade é que muitos desses casos poderão ser significativamente melhorados e um número desses casos poderá ser curado.

Se eles se recusarem a publicar provas cruciais de casos homeopáticos bem manejados nas revistas científicas de homeopatia, onde na Terra poderão ser apresentadas essas provas palpáveis de modo que todos os interessados possam ser conscientizados e julgarem por si mesmos, os méritos desta importante modalidade terapêutica?

Suponho que existam três razões possíveis para esta situação infeliz:

a. Ou existe um esforço organizado para impedir a evidência crucial vir à tona, uma teoria que eu pessoalmente não acredito, uma vez que não há evidências disso

b. As revistas científicas de "homeopatia" são relutantes em apresentar casos curados por temerem críticas, ou

c. O pensamento dos revisores é tão inexplicavelmente complexo e complicado que eles se encontram rejeitando um caso de sucesso, mesmo quando a evidência está fora de qualquer dúvida.

Outro ponto perturbador é que algumas revistas de homeopatia afirmam categoricamente que não aceitarão estudos de casos curados!

Eu proporia outra estratégia. Se essas revistas optarem por convidar médicos homeopatas para relatarem seus casos curados e seus fracassos também, um enorme corpo de evidências importantes poderia ser acumulado sobre o que a homeopatia é capaz ou não de fazer.

A homeopatia é um sistema dinâmico de medicina que possui o potencial para crescimento significativo e ajuda a lidar com muitos dos problemas de saúde globais que existem hoje. No entanto, ainda precisamos solucionar muitas preocupações e discutir muitas questões não respondidas.

Por que, por exemplo, em um caso de artrite reumatoide, um paciente é curado com um ou dois remédios em um período de alguns meses, enquanto outro precisa de quatro ou mais remédios em um período de vários anos, mesmo sob prescrição cuidadosa? Quais são os parâmetros que definem uma ou outra resposta?

Por que, em um caso, a repetição diária de uma potência elevada é uma falsa tática com um resultado negativo, enquanto em outro caso é necessário e associado a resultados positivos?

Por que as potências baixas funcionam melhor em um caso, enquanto as potências altas são melhores para outro paciente, mesmo quando eles apresentam a mesma patologia?

Por que, em certos casos, temos uma forte agravação inicial, enquanto em outros, o efeito é suave e sem agravação?

O retorno de sintomas antigos é um bom presságio para uma cura duradoura?

Entendemos o que realmente ocorre com esse tipo de desenvolvimento em um caso? Os sintomas antigos devem ser tratados ou deixados para se resolverem sozinhos? Quando devemos esperar o retorno de sintomas antigos? Isso ocorre em todos os casos?

Quais são os parâmetros que mostram que um remédio atua como um agente paliativo e não como um agente curativo? Quais são os sinais de que um remédio atuou de forma profunda e curativa, ao contrário de atuar apenas perturbando o organismo? [2,3]

Posso mencionar centenas de perguntas, mas as respostas não são o trabalho de um único indivíduo, mas de um grupo internacional de bons prescritores. Tal empreendimento poderia ser realizado por uma revista de prestígio que tenha os meios financeiros e científicos para executar essa tarefa.

Uma revista poderia convidar um número selecionado de bons prescritores de todo o mundo como um começo para este projeto e deixá-los contribuir com suas experiências e resultados honestos, bem como suas falhas. As possibilidades e limitações logo serão reveladas.

Desta forma, a homeopatia se tornará interessante e viva, e os leitores aumentarão de forma espetacular.

Por exemplo, devido aos avanços tecnológicos, agora é possível coletar centenas de casos de gangrena de todo o mundo: casos seriamente desenvolvidos nos quais as amputações foram consideradas necessárias e mostrar ao mundo que agora essas pessoas podem caminhar sobre as duas pernas novamente. O mesmo é possível com vitiligo, no qual o efeito é óbvio. [4,5]

O fato é que será percebido em todos esses casos, que eles foram tratados com remédios diferentes e que um ensaio duplo-cego, portanto, não é aplicável, ou mesmo quando aplicado, seria necessário uma série de compromissos em diferentes níveis.

Eu, pessoalmente, tenho evidência em um vídeo de 1990, diante de trezentos médicos em Celle, na Alemanha, onde eu apresentava um seminário, tratei um caso de uma mulher de 72 anos com gangrena avançada (diabética) que havia entrado no hospital das proximidades para amputações das duas pernas ao nível das coxas. Em três dias, e enquanto o seminário estava em andamento, o fluxo sanguíneo foi restabelecido nas pernas após dois dias de tratamento e a mulher recebeu alta hospitalar após 10 dias, com ambas as pernas intactas. [6]

Dez anos depois, uma carta de sua filha (médica e que participou do meu curso), confirmou que a idosa viveu pacificamente e caminhava sozinha sobre os dois pés nos dez anos seguintes. Sem a intervenção da homeopatia, essa mulher teria vivido os últimos anos de sua vida em uma cadeira de rodas.

Há literalmente centenas de casos semelhantes a esse, tratados de forma exitosa em países como a Índia e o Paquistão, onde essa patologia prevalece. As evidências podem ser apresentadas através de fotos, vídeos e outras mídias modernas de alta tecnologia.

Por que devemos suprimir essa prova significativa e tangível da eficácia da homeopatia em um momento tão crucial na história da medicina? Quando, mais do que em qualquer outro momento, precisamos esclarecer a confusão que foi criada em questões de saúde?

Ao não publicarmos os casos, escondemos os potenciais de um sistema terapêutico tão impressionante.

A homeopatia não é capaz de curar todas as doenças crônicas, especialmente se a doença já avançou além de um certo ponto em sua patologia. Por outro lado, a homeopatia tem o potencial de tratar com sucesso doenças que a medicina convencional não consegue curar ou, em certos casos, nem sequer paliar. Não é tarefa de uma revista homeopática séria disponibilizar sua plataforma para discutir e explicar essas questões?

Eu admito que um argumento contra aceitação de casos é que é possível que informações falsas ou não confiáveis possam ser fornecidas. Esse risco poderia ser minimizado ao pré-selecionar um grupo bem conhecido de bons prescritores, que poderiam ser convidados a enviarem seus casos, pelo menos na primeira fase de uma mudança tão radical na política das revistas.

Uma plataforma para o envio de estudos de casos poderia ser construída com diretrizes para garantir a confiabilidade.

Outra possibilidade poderia ser uma validação de um pequeno grupo de especialistas locais que poderiam atuar como avaliadores. Esses especialistas podem estar baseados em cada país e associados ao jornal. [7,8] Além disso, esse corpo poderia entrar em contato com os pacientes, até mesmo entrevistá-los em relação aos seus próprios casos. Os pacientes também devem ser educados e encorajados a falar publicamente sobre suas próprias experiências.

Dessa forma, em vez de rejeitarem estudos de caso homeopáticos importantes, em nome de um intelectualismo e conservadorismo seco, as revistas de homeopatia (incluindo revistas alternativas e complementares) poderão se tornar vivas e interessantes: iniciar debates e discussões sobre questões reais da terapêutica na medicina.

Nas revistas antigas de homeopatia, observamos muitos desses casos, e sabemos que, na virada do século 20, a homeopatia era a forma de medicina mais popular, ensinada em mais de cem faculdades homeopáticas nos EUA. [9,10] Eu acredito que a popularidade desse tratamento deveu-se principalmente à publicação de casos curados e às discussões que se seguiram.

A nossa própria "Medicina Baseada em Evidências" reside em um grande número de casos crônicos tratados com a homeopatia, os quais podemos apresenta-los ao mundo, juntamente com a melhoria na qualidade de vida que essas curas oferecem.

Referências 1. Akers KG. New journals for publishing medical case reports. J Med Libr Assoc. 2016 Apr;104(2):146– 149. [PMC free article] [PubMed]

2. Vithoulkas G. Levels of Health. Alonissos: International Academy of Classical Homeopathy; 2017.

3. Vithoulkas G, Tiller W. The science of homeopathy. Athens: International Academy of Classical Homeopathy; 2009.

4. Mahesh S, Mallappa M, Vithoulkas G. Gangrene: Five case studies of gangrene, preventing amputation through Homoeopathic therapy. Indian Journal of Research in Homeopathy. 2015;9(2):114–122.

5. Mahesh S, Mallappa M, Tsintzas D, Vithoulkas G. Homeopathic Treatment of Vitiligo: A Report of Fourteen Cases. American Journal of Case Reprots. Forthcoming 2017.

6. Vithoulkas G. Homeopathy Medicine for the New Millennium. 28th ed. Alonissos: International Academy of Classical Homeopathy; 2015. pp. 78–80.

7. The future of Homeopathic research [Internet] International Academy of Classical Homeopathy | Official website. 2017. [cited 2017 Sep 18]. Available from: https://www.vithoulkas.com/research/articl es/futurehomeopathic-research.

8. Guidelines Concerning Research in Homeopathy [Internet] International Academy of Classical Homeopathy |Official website. 2017. [cited 2017 Sep 18]. Available from: https://www.vithoulkas.com/research/articl es/guidelines-concerning-research- homeopathy.

9. Dewey W. A. Homeopathy in influenza: a chorus of fifty in harmony. J Am Inst Homeopath. 1921;11:1038–1043.

10. Quinton P G. Analysis of 100 consecutive cases. British Homeopathic Journal. 1945;35(1):6–21.

 

 

Os artigos da Journal of Medicine and Life foram fornecidos como cortesia de Carol Davila - University Press

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