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Se influências de doenças suficientemente poderosas ocorrerem na vida de um indivíduo, o mecanismo de defesa irá se enfraquecendo de maneira progressiva em camadas. Essas camadas de predisposição são chamadas, na homeopatia, de "miasmas", tornando-se fatores importantes para qualquer médico que cuide de doenças crônicas.

Parágrafo 72 do Organon:

"As doenças peculiares à humanidade pertencem a duas classes. A primeira inclui processos morbíficos rápidos causados por estados e distúrbios anormais da força vital; essas afecções geralmente completam seu curso num período breve, de variação durável, e são chamadas de doenças agudas. A segunda classe abrange as doenças que, frequentemente, são insignificantes e imperceptíveis no começo; mas, de uma forma que lhes é característica, elas agem de modo deletério sobre o organismo vivo perturbando-o dinâmica e insidiosamente, e minando-lhe a saúde a tal ponto que a energia automática da força vital, destinada à preservação da vida, pode fazer frente a essas doenças apenas de forma imperfeita e ineficaz; no início, bem como durante o seu progresso. Incapaz de extingui-as sem auxílio, a força vital é impotente para prevenir seu crescimento ou sua própria deterioração, resultando na destruição final do organismo. Estas são as chamadas doenças crônicas."

Na homeopatia de Hahnemann a palavra "miasma" significa os efeitos de micro-organismos na força vital inclusive os sintomas que são transmitidos às seguintes gerações. Estes miasmas crônicos são capazes de produzir doenças degenerativas, doenças autoimunes e levar o organismo para distúrbios de imunodeficiência.

Hahnemann notou que cada uma das doenças crônicas tem três fases, uma fase primária, estágio latente e um estado secundário ou terciário. Os efeitos desses miasmas passaram então de uma geração para a próxima geração por herança e causaram predisposições a certas síndromes de doenças.

Os três miasmas crônicos que Hahnemann introduziu em 1828 foram chamados Psora (miasma da coceira), Sicose e Sífilis. Hahnemann publicou sua teoria miasmática muito antes da presença de microrganismos ter sido amplamente aceita, de modo que a maioria dos praticantes achou difícil entender uma teoria tão sofisticada sobre o contágio.

Em resumo, os miasmas hoje são denominados como predisposições genéticas e a análise das predisposições genéticas são importantes para um entendimento melhor sobre o nível de saúde do paciente e a profundidade da doença manifestada. É apenas uma teoria que orienta o raciocínio em relação à profundidade da doença e sua cronicidade.

Nunca prescrevemos com base nos miasmas e sim nos sintomas apresentados pelo paciente.

Recomendamos a leitura dos livros de George Vithoulkas: páginas 53-54 do livro"Níveis de Saúde", cap. 9  do livro "Ciência e Cura" e o livro “Doenças crônicas” de Hahnemann.

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