Homeopatia em epidemias o que aprendemos com a análise retrospectiva de 367 casos de COVID-19

Fotografia de um frasco de homeopatia e um termômetro digital em uma mesa de laboratório médico, representando pesquisa clínica.

Durante a pandemia de COVID-19, o mundo enfrentou um desafio sem precedentes. Enquanto a busca por vacinas e antivirais dominava as manchetes, uma equipe internacional de médicos homeopatas, sob a orientação do Professor George Vithoulkas, compilava dados silenciosamente. O resultado foi publicado no respeitado Journal of Global Health Reports: uma análise retrospectiva de 367 casos tratados com Homeopatia Clássica em 9 países. Os resultados não apenas mostram a eficácia da terapêutica — com 73,8% dos pacientes apresentando melhora clínica consistente — mas reforçam princípios vitais sobre como o corpo humano se defende em epidemias.

Este artigo explora os dados científicos deste estudo e derruba o mito de que existe um “remédio único” para todos em uma pandemia.

Não existe “Remédio para COVID”: A Vitória da Individualização

Um dos achados mais importantes deste estudo da IACH foi a ausência de um Genus Epidemicus único (um remédio que servisse para todos). Embora muitos homeopatas tenham buscado uma “bala de prata”, os dados mostraram que o vírus afetou cada organismo de forma diferente.

Os remédios mais prescritos foram:

  • Arsenicum Album (103 casos): Para pacientes com ansiedade extrema, agitação e queimação.
  • Bryonia Alba (100 casos): Para aqueles com piora ao movimento, sede intensa e secura.
  • Pulsatilla (48 casos): Para quadros mais suaves, com necessidade de ar fresco e apoio emocional.

Isso prova que, mesmo em uma epidemia global, a Homeopatia Clássica individualizada continua sendo o padrão-ouro. Tentar tratar a doença (o nome do vírus) falha; tratar o doente (a resposta imune única) funciona.

A Febre é sua aliada, não inimiga

Um dado fascinante do estudo correlacionou a presença de febre com o prognóstico. Pacientes que apresentaram febre (uma resposta vigorosa do sistema imunológico) tiveram chances significativamente maiores de melhora rápida do que aqueles sem febre (sistema imune anérgico ou suprimido).

Isso valida a teoria de Vithoulkas de que a febre é um mecanismo de defesa eficiente que deve ser modulado, e não suprimido indiscriminadamente com antitérmicos, pois ela “cozinha” o vírus e acelera a resolução da inflamação.

Níveis de Saúde e a Complexidade do Tratamento

O estudo também confirmou a teoria dos Níveis de Saúde. Foi observada uma correlação clara: quanto mais doente e idoso o paciente (nível de saúde mais baixo), mais remédios foram necessários em sequência para atingir a cura.

  • Pacientes saudáveis: Responderam rapidamente a um único remédio.
  • Pacientes complexos/graves: Exigiram uma sucessão de remédios (ex: Aconite seguido de Bryonia) para sustentar a melhora, pois sua Energia Vital estava comprometida.

Resultados em Casos Graves

Surpreendentemente, a homeopatia não foi útil apenas em casos leves. Dos 61 pacientes classificados com doença severa (incluindo pneumonia e baixa saturação), 48 (quase 80%) melhoraram sob tratamento homeopático. O estudo conclui que a Homeopatia Clássica, quando aplicada com rigor metodológico, é uma ferramenta adjuvante poderosa mesmo em quadros críticos.

A próxima epidemia virá. Você estará preparado?

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Referência: Mahesh S, Hoffmann P, Kajimura C, Vithoulkas G. COVID-19 cases treated with classical homeopathy: a retrospective analysis of International Academy of Classical Homeopathy database. J Glob Health Rep. 2023;7:e2023027.

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